terça-feira, 17 de março de 2009

frase do dia

a propósito da onda de calor dizia um sr. na tv:

- Isto está cá um calor que aposto que em Julho não iremos ter um Março destes...

segunda-feira, 9 de março de 2009

hoje apeteceu-me...

...entrar neste café onde já não vinha há muito
...ver caras novas e as de sempre
...ver-me e reviver-me ao som de músicas que escolhi para pintar estes salpicos...

concluir que temos um tempo e um espaço e um momento
e que este barco, já navegante pelo ciberespaço, há muito que não está no meu porto

cá virei.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

fico contente e até chego a esboçar um sorriso

...quando chegam ao meu blog por procurar coisas como" bacalhau com batatas a muro", "para quantas pessoas um polvo 4kg", "muces de diversos sabores", "gordura trans onde é encontrada e qual o mau que causa no organismo", "quero a listra dos atomos mais importantes e pra que sao usados"

... quando vejo que passei as 3000 visitas

... quando coloco "gordura interestificada" no google e apareço como 1ª referenciação ( aí chego quase a babar-me!!!)

... quando coloco "diversos" no vocabulário de alguém!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

TORRE ÉCLAIR - versão e-mail

(acabei de receber...)

Boa tarde.
Os assuntos relativos há XPTO deverão ser enviados para o Y.

sábado, 4 de outubro de 2008

torre éclair

algumas pérolas da oralidade popular que quero perpetuar ( e que às vezes me custa acreditar que as ouvi)

Torre Èclair- torre histórica no centro do Porto, oficialmente conhecida por Torre dos Clérigos; se atentarmos, de facto o topo tem a forma de chantilly a romper por fora do granito, recentemente limpo... penso ter até cereja...

passo social - documento que permite livre acesso aos transportes públicos mediante o pagamento prévio mensal - o passo que damos é de facto social, já que é dado normalmente no meio de muita sociedade vulgarmente tipo sardinha em lata...

cair em catadupla - será que é por serem preciso pelo menos 2???

ouvidos de marcador - ouvidos que marcados com um X deixam de ouvir o que não lhes interessa. nota: pode optar-se por outras letras, o importante é não ouvir, ie, manter o marcador.

digitalizar um dente - retirar a parte viva do dente mas mantendo um imagem do mesmo, digitalizada, que poderá ser usada como screensaver, pexº.

morrer electrocortado- dependendo do choque, este poderá ser suficientemente forte para nos cortar às posta... o fim é o mesmo...


to be continued...

domingo, 14 de setembro de 2008

Porque é domingo

voltemos aos paladares...
Farta de cozer postas de pescada ...( há quem as arrote!!), decidi inovar e fazer

Pescada à lagareiro

Processo semelhante ao do polvo: base da assadeira com alhos, coentros e azeite.
Depositei as postas de pescada nesta cama, polvilhei com a mesma miscelânea e acrescentei pimento vermelho para animar.
Acompanhei com rodelas de beringela também polvilhadas com miscelânea.

Tudo no forno, 30 minutos e eis o resultado: digno de publicidade!


domingo, 3 de agosto de 2008

é isso aí

POEMA EM LINHA RECTA

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Álvaro de Campos